Crowdsourcing urbano e o setor público: uma revisão de escopo
DOI:
https://doi.org/10.15847/obsOBS19420252660Abstract
O termo crowdsourcing diz respeito à divisão de problemas em micro tarefas que são então resolvidas por uma grande quantidade de participantes conectados via internet, de modo remunerado ou não. Há alguns anos, suas possibilidades de uso vêm sendo aplicadas na abordagem de variadas questões urbanas, possibilitando que usuários colaborem na produção e análise de dados para processos de planejamento e tomada de decisão informada na esfera municipal. Este artigo apresenta uma revisão de escopo que identifica experiências de crowdsourcing urbano que tenham sido implementadas em parceria com o setor público no contexto da gestão urbana, buscando compreender de que formas essas plataformas têm sido aplicadas na governança urbana e quais desafios emergem em sua implementação. A busca foi realizada nas bases ACM Digital Library, Scopus, Web of Science e SciELO, seguindo o protocolo PRISMA-ScR e aplicando critérios de inclusão que consideraram apenas sistemas já implementados e com envolvimento direto do poder público. Os estudos selecionados foram sintetizados em matriz analítica e submetidos a análise temática. Os resultados revelam cinco principais eixos de aplicação – planejamento participativo; monitoramento de serviços e infraestrutura; discussão de políticas públicas; coleta de feedback sobre obras e projetos; e práticas de living lab – e indicam três conjuntos de desafios: (1) relação entre poder público e organizadores; (2) volume, representatividade e qualidade dos dados; e (3) usabilidade e experiência do usuário. Conclui-se que o crowdsourcing urbano constitui um instrumento complementar à participação cidadã, cuja efetividade depende tanto do desenho das plataformas quanto da capacidade institucional de incorporar o conhecimento produzido aos processos decisórios e de manter o engajamento e o retorno aos participantes.
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Copyright (c) 2025 Rafael Simão, Laryssa Tarachucky, Carlos Augusto Zilli, Maria José BaldessarThis is an Open Acess article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution 4.0 International License (CC BY 4.0), which permits use, sharing and adaptation, provided appropriate credit is given to the original author and the journal.







