Os Media e a Discussão Polarizada pela Regionalização: análise à cobertura jornalística da campanha do referendo à criação de regiões administrativas em 1998
DOI:
https://doi.org/10.15847/obsOBS17420232257Abstract
A regionalização é um dos temas quentes da política portuguesa desde que entrou em vigor a Constituição da República
Portuguesa de 1976. A divisão do país em regiões administrativas tem gerado uma discussão polarizada entre quem diz
ser a solução para os graves problemas de coesão territorial de Portugal e quem acredita que esta reforma irá trazer
apenas mais corrupção para dentro do sistema público. No referendo realizado em 1998, o «Não» às regiões prevaleceu,
mas com uma taxa de abstenção superior a 50%, que representa bem um fracasso da informação veiculada. Este
resultado não se pode ver desligado daquilo que foi a campanha eleitoral, assim como a cobertura jornalística. Num
tempo em que a regionalização voltou à agenda política, este artigo regressa ao passado e analisa a cobertura jornalística
da campanha eleitoral do referendo de 1998, focando-se nos principais jornais portugueses à data. O agenda setting e o
framing que cada órgão de comunicação conferiu às notícias que veiculou são descritos como essenciais para a construção
da opinião das massas. Desta feita, o artigo argumenta a importância destes conceitos e reflete sobre os erros do
jornalismo no acompanhamento do referendo de ’98 e a politização da regionalização, descurando-se a reforma
administrativa em si mesma.
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Copyright (c) 2023 André Vieira de Almeida, Fernando ZamithThis is an Open Acess article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution 4.0 International License (CC BY 4.0), which permits use, sharing and adaptation, provided appropriate credit is given to the original author and the journal.







