O futuro da imprensa portuguesa: há lugar para o Estado?

Elsa Costa Silva

Abstract


Os jornais estão em declínio acentuado em Portugal, a nível de circulação e de receitas. Estilos de vida e tecnologia explicam a tendência que poderá, a curto ou médio prazo, levar ao desaparecimento dos títulos de informação nacional. Os jornais desempenham, contudo, funções únicas no campo mediático, o que levanta questões sobre o impacto desta tendência nas democracias. Crescentemente, tem sido apontado que a crise na imprensa escrita não pode ser resolvida apenas em contexto do mercado liberal e que há lugar para uma intervenção legítima dos Estados. Partindo da identificação e caracterização do desempenho dos principais grupos de media no sector da imprensa escrita, este artigo discute as medidas de apoio do Estado à imprensa portuguesa, destacando outros possíveis cenários de intervenção.

Keywords


jornais, circulação, receitas, sustentabilidade, subsídios

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DOI: https://doi.org/10.15847/obsOBS13320191401

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