Além-túmulo no Facebook: Vida após a Morte e Luto na Era Digital

Hugo Ramos

Abstract


Este artigo promove o debate sobre uma área de estudos relativamente recente nos estudos das ciências sociais: os estudos da morte. As nossas identidades digitais são resultado da interacção entre o comportamento social e a tecnologia e sobrevivem aos nossos corpos biológicos. De que forma transpomos os nossos actos e rituais do quotidiano para o mundo digital? Que diferenças foram possibilitadas por essa transposição? De que modo a cultura participativa influenciou as relações de poder e democratizou o processo do luto? Como persistem as nossas identidades num contexto de aproximação à intemporalidade? Através desta análise, poderemos ver como os media sociais promovem a expansão temporal, espacial e social do luto público e dos rituais associados à morte, não de uma forma disruptiva com os meios sociais tradicionais, mas complementando-os, duma forma apenas possível na Era da Sociedade em Rede.

Keywords


morte; luto; memorial; memória colectiva; persistência da identidade; vigilância; digital enclosure; Facebook

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DOI: https://doi.org/10.15847/obsOBS942015705