“Ensinando a moçada a se cuidar”: A produtividade discursiva da Mídia em relação à saúde sexual e reprodutiva

Cristianne Maria Famer Rocha

Abstract


Considerando-se a potência da mídia para informar e educar sobre diferentes temáticas, assim como a força que tem na constituição e formação dos sujeitos, este texto tem como objetivo descrever e analisar a produtividade discursiva de algumas reportagens sobre saúde (particularmente aquelas relacionadas à temática do HIV e da AIDS), publicadas nas revistas, destinadas a um público juvenil brasileiro, Atrevida, Capricho, Mundo Estranho e Superinteressante. De cunho qualitativo, foi utilizada a pesquisa documental para coleta de dados. A análise foi realizada a partir de uma perspectiva pós-estruturalista, que considera que os regimes de verdade são instituídos discursivamente. Observou-se que nas revistas Atrevida e Capricho questões relativas à sexualidade estão presentes, mas pouco se fala sobre doenças que possam ser decorrentes das práticas sexuais. Já nas revistas Mundo Estranho e Superinteressante existe um silenciamento quase absoluto acerca da sexualidade. Como principal conclusão, destacamos que os cuidados necessários para a saúde sexual e reprodutiva constituem um tema interdito na ordem discursiva vigente nas páginas de revistas destinadas aos/às adolescentes brasileiros/as, sinalizando uma despreocupação desses artefatos culturais no sentido de prevenir os possíveis riscos a que estão expostos os seus leitores.

Keywords


Juventude, Educação em Saúde, Comunicação em Saúde, Saúde Sexual e Reprodutiva, HIV/AIDS

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DOI: https://doi.org/10.15847/obsOBS642012530